O cantor country e integrante do Hall da Fama da Música Country morreu na quarta (21), aos 71 anos. A família diz que ele partiu dormindo.
Tem artista que a gente conhece mais pela música do que pelo nome, e John Anderson era desses para muita gente. Quem já ouviu "Swingin'" ou "Seminole Wind" sabe a voz de quem estou falando. Nesta quarta-feira (21), ele morreu aos 71 anos.
A notícia veio por um comunicado da família, divulgado pela Billboard: eles falam em "nosso amado marido, pai, avô e melhor amigo" e dizem que ele morreu em paz, dormindo. Nenhuma outra informação foi divulgada e eu não vou especular além disso. Segundo a Billboard, ele tinha estado no domingo (18) na cerimônia de entrada de novos nomes no Hall da Fama da Música Country, faltando cerca de sete semanas para completar 72 anos.

Nascido em Apopka, na Flórida, Anderson se mudou para Nashville em 1971. Um dos primeiros trabalhos dele por lá foi pregar telhas no telhado do Grand Ole Opry House, antes da inauguração do prédio, em 1974. Gosto desse detalhe: o cara que ajudou a cobrir o palco mais famoso do country depois passou a ocupar esse espaço com a própria voz.
Com a Warner Bros. Records vieram "I Just Came Home to Count the Memories", "Wild and Blue" e "Swingin'", a música que virou a marca dele e rendeu, em 1983, os prêmios de single do ano e de revelação da CMA. Depois de uma fase mais fria, ele voltou ao topo em 1991, já na BNA, com "Straight Tequila Night", do álbum Seminole Wind. Pela contagem da Billboard, foram cinco primeiros lugares e 20 músicas entre as dez mais tocadas da parada de country, de 1981 a 1995. Também recebeu o prêmio pelo conjunto da carreira da Academy of Country Music em 1993, entrou no Hall da Fama dos Compositores de Nashville em 2014 e no Hall da Fama da Música Country em 2024.
Os últimos anos não foram fáceis. Em entrevista à Billboard, em 2020, ele contou que passou 2017 e boa parte de 2018 internado e chegou a perder quase toda a audição. Mesmo assim voltou a cantar e lançou o álbum Years, produzido por Dan Auerbach, do The Black Keys.
Os colegas de profissão já estão se despedindo. Blake Shelton escreveu que John era seu herói e também seu amigo, e John Rich o chamou de "meu artista country favorito de todos os tempos". Kyle Young, do Hall da Fama, disse que ele "já era um diamante" quando cantou o verso do "chunk of coal" lá em 1981.
Fica a gratidão por uma voz que não parecia com nenhuma outra. Que a família tenha todo o carinho do mundo agora.
Fonte: Billboard (link abaixo). A morte também foi noticiada por Variety e Rolling Stone.
Links: Billboard · Variety · Rolling Stone
Fonte: www.billboard.com
