Doc de Nathan Fielder sobre Elizabeth Holmes não cabe nas regras clássicas, e a A24 inscreveu o filme em várias categorias do Oscar.
Sabe aquele filme que ninguém sabe em qual gaveta guardar? You Can See Everything é assim, e isso está dando dor de cabeça (e assunto) na temporada de premiações.
O longa é dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim e conta a história de Elizabeth Holmes, a fundadora da Theranos. Em vez de um documentário tradicional, ele mistura registros reais com encenações, com atores interpretando pessoas de verdade. Segundo o Omelete, o foco são os 34 dias que antecederam a prisão de Holmes. Amanda Seyfried vive Holmes e também aparece como ela mesma.

A A24, distribuidora do filme, inscreveu a produção em praticamente todas as categorias principais, incluindo Melhor Filme, Direção e Fotografia, e colocou Seyfried como atriz coadjuvante, de acordo com o Omelete. A Salon e outros veículos americanos contam que o formato experimental pode atrapalhar uma corrida na categoria de documentário, porque o filme foge das regras da Academia, e que a A24 avalia levar o filme direto para Melhor Filme. Nenhum documentário jamais foi indicado nessa categoria, então seria um feito inédito.

Outras premiações também têm regras que complicam a vida do filme: o Omelete lembra que o Globo de Ouro e o Actor Awards, por exemplo, não aceitam documentários, e que o Sindicato dos Roteiristas não o aceita porque não há roteiro creditado. Ainda assim, algumas entidades estudam exceções.
Eu acho curioso ver a indústria obrigada a repensar categorias por causa de um filme que brinca justamente com o que é verdade. Se der certo, abre uma porta. Se não der, pelo menos já rendeu uma baita discussão. O filme ganhou distribuição na América Latina pela Sony Pictures, mas ainda não vi data de estreia por aqui.
Fonte: Omelete e Salon (links abaixo)
Fonte: www.omelete.com.br
