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Até o último segundo: Por que ‘Dia D’ vai te deixar colado na poltrona

Aliens em Dia D. Foto: Universal Pictures

Assistir a Dia D na pré-estreia na semana passada foi uma experiência inusitada, o público sai da sessão com a sensação de que alguns filmes não precisam apenas mostrar a guerra, eles precisam fazer o espectador senti-la e o diretor Steven Spielberg é um dos poucos a produzirem histórias grandiosas como esta com tamanha maestria.

A história se passa em um mundo idêntico ao nosso atual, profundamente mergulhado em teorias de conspiração, desconfiança institucional e debates sobre OVNIs. Pautas muito presentes hoje na nossa sociedade e é nesse cenário inflamado que o “Dia D” acontece.

O foco da narrativa é em dois personagens protagonistas que parecem não ter nenhuma ligação inicial, mas que compartilham passados misteriosos e lacunas em suas memórias de infância: Daniel, interpretado por Josh O’Connor, é um homem que, sem explicação óbvia, desenvolveu a habilidade de compreender a complexa linguagem dos visitantes, que é uma comunicação não em sons, mas em puras fórmulas matemáticas. E a Margaret, estrelada por Emily Blunt é uma meteorologista de TV que, durante uma transmissão ao vivo, é afetada por uma força invisível. Ela se torna o canal perfeito para propagar e comunicar essa verdade para as massas.

O filme envolve quem assiste com muitas cenas de ação e perseguição entre forças que querem a todo custo esconder a verdade da sociedade contra quem defende que a revelação é o único caminho certo a seguir. Dia D se recusa a entregar o óbvio de bandeja. Sabe aquele clichê mastigado que a gente costuma ver em blockbusters? Esquece. O mistério é cozinhado em fogo lento e essa recusa em revelar todas as cartas logo de cara é o que te prende na poltrona, ansioso pelo desfecho, até o último minuto.

Som e fotografia se complementam

Emily Blunt e Josh O’Connor em cena. Foto: Universal Pictures

Em muitos momentos, a fotografia funciona como uma extensão da narrativa, comunicando medo, tensão e incerteza mesmo quando os diálogos se tornam escassos. Mas se as imagens impressionam, o desenho de som é o verdadeiro coração da experiência. Em diversos momentos, os ruídos de explosões, disparos e movimentações parecem ocupar o espaço da sala por completo. Ter a experiência de assistir ao filme no formato IMAX faz toda a diferença na imersão do longa que entende que o silêncio pode ser tão poderoso quanto o barulho, utilizando pausas estratégicas para ampliar a ansiedade e preparar o espectador para o impacto das cenas seguintes.

É um daqueles casos em que o som não serve apenas como complemento visual, mas como ferramenta narrativa. Há momentos em que a tensão é construída primeiro pelos ouvidos para só depois chegar aos olhos, até porque o público está lidando com o desconhecido também, a experiência com seres extraterrestres.

Steven sendo… Steven! (como não amar?)

E aqui precisamos tirar o chapéu para a expertise de Steven. Vamos ser sinceros: o homem tem um nicho muito bem definido. Se tem alguém na indústria com doutorado em explorar histórias com alienígenas, é ele.

O mais fascinante é que, mesmo que praticamente todos os seus filmes orbitem a mesma temática principal, ele nunca cai na armadilha da repetição. Steven tem o superpoder de renovar o conceito de invasão alienígena a cada projeto.

Em uma época como a nossa, onde a internet está entupida de teorias da conspiração, vídeos de OVNIs que hoje em dia com a tecnologia em alta conseguimos ver as coisas mais nítidas, e discussões sérias sobre vida extraterrestre, Dia D chega como um prato cheio, transbordando para os entusiastas do assunto. O própio diretor diz que ele foi fortemente inspirado por supostos relatórios de “UAP” (Unidentified Aerial Phenomena -Fenômenos Aéreos Não Identificados) de pilotos da marinha, para escrever essa história, o timing de Steven foi cirúrgico, a obra realmente chegou em um bom momento tendo um alto engajamento orgânico.

E por fim, Dia D pode não reinventar a roda do gênero, mas demonstra que, quando técnica, emoção e uma boa dose de paranoia alienígena caminham juntas, a experiência cinematográfica ganha uma força difícil de ignorar. É cinema de primeira para assistir na maior tela possível.

Ficha Técnica

Direção: Steven Spielberg

Roteiristas: David Koepp e Steven Spielberg

Estrelando: Emily Blunt; Josh O’Connor e Colin Firth

Onde assistir?

Dia D estreou dia 11 de junho e está em cartaz em todos os cinemas brasileiros, em diferentes formatos e quer uma dica? Assista em IMAX para uma experiência imersiva completa!

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